sexta-feira, janeiro 22, 2010

Perdoar. Um pedido de desculpas que eu abracei, dizendo com confiança e ternura que está tudo bem e toda a gente erra. O abraço 'co-moveu' a vida e a relação avançou. Face ao arrependimento o perdão surge-me quase limpo e fácil, porque o erro como que se apaga pela tentativa de aproximação do outro.

... Mas quando o arrependimento falta e há uma mentira que eu leio noutra atitude que não a minha, onde colocar o amor que eu queria nutrir por um outro que não se aproxima da maneira como eu imaginei?

Se em mim encontro maneira de amar na des-ilusão, então quase sem pretender encontrei o verdadeiro perdão.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Também eu ando

"... à procura, procura do vento. Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal. "

José Luís Peixoto, in Cemitério de Pianos

terça-feira, janeiro 05, 2010


If you love something set it free; if it comes back it is yours, if it doesn't it never was.