sábado, fevereiro 23, 2008

E no meio de tanto estudo, às vezes é complicado saber porque raio ando eu para aqui a existir. Já lá dizia o outro que o sentido da existência é uma chávena de chá?... Não digo que haja um sentido global, único, mas sim sentidos que surgem (que construímos) que nos fazem integrar melhor as coisas... o problema é que o único sentido que eu neste momento estou a ver é o que aponta para o meu livro de terapêutica. Será que se eu me esquecer tempo suficiente do que sou posso vir a acordar e não me reconhecer?

Em homenagem a uma Pessoa :)


Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia.
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

Nunca, nunca, em nada,
Raie a madrugada,
Ou 'splenda o dia, ou doire no declive,
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir
Gozar.

Fernando Pessoa