sexta-feira, janeiro 25, 2008
Pontas soltas II
Há sempre a tendência de comparar coisas sublimes, que fogem ao nosso entendimento, com Deus. E é uma tendência sábia, porque se baseia no reconhecimento de que Deus nos escapa - porque transborda - dos nossos limites. Mas por ser tão Grande é impossível de o entendermos racionalmente. E exactamente por ser tão Grande está em tudo, e dessa forma a razão não se basta para o entendermos. A razão é um meio de nos abrirmos a Deus. Mas o caminho para ele é sempre a emoção. O que a razão pode fazer - e com mestria - é depurar a emoção, para que ela se centre no Essencial. Porque é aí, no Essencial, que Deus está. Ou, por outra, porque Deus é o Essencial.
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