sábado, fevereiro 23, 2008

E no meio de tanto estudo, às vezes é complicado saber porque raio ando eu para aqui a existir. Já lá dizia o outro que o sentido da existência é uma chávena de chá?... Não digo que haja um sentido global, único, mas sim sentidos que surgem (que construímos) que nos fazem integrar melhor as coisas... o problema é que o único sentido que eu neste momento estou a ver é o que aponta para o meu livro de terapêutica. Será que se eu me esquecer tempo suficiente do que sou posso vir a acordar e não me reconhecer?

4 comentários:

specialdawn disse...

Tadinha...anda perdida esta pikena..nao te vais eskecer d kem és...pk sp k precisares, haverao amigos cmo eu pa to lembrar..vai c calma, k nem sp é facil...objectivos sao construidos no dia-dia..nao ha sentido unico,mas pekenos sentidos,seguimos sem desistir...e é tao bom qdo paramos,qdo td acalma e vem a recompensa..toma uma pekena...bjo amiga..va..sp em frente...da cabo deles! :D

n disse...

Bom! essa pergunta é um paradoxo.
Pois para que isso aconteça em absoluto (não te reconheceres) significa que não pode restar nada em ti daquilo que eras antes, inclusive a memória (que é grande e importante parte daquilo que cada pessoa é), se não restar em ti nenhuma memória da que tinhas antes, significa que nem sequer te podes comparar, não te podes reconhecer, pois só podemos re-conhecer aquilo que conhecemos. Isto porque o objecto e o sujeito de análise são o mesmo, tu.
A acontecer também não implicaria qualquer sofrimento, pois o sofrimento, sem ser físico, só existe quando se confronta a realidade com a memória.
Muito giro o post.
Beijinhos

Kiya disse...

Sim, entendo o que queres dizer: de facto se em nós existe memória, permanece em nós sempre a identificação com essa memória. E se essa se perdesse, então a minha pergunta perderia o seu sentido, porque não havendo memória não há sofrimento nem sentimento de perda, porque não há termo de comparação.

Ainda assim, qd falei em olhar para o espelho e nao me reconhecer estava a pensar no sentimento de perda que deve existir ao acordares de repente e sentires que perdeste parte de ti algures, que houve uma fase que estiveste cm que adormecido e nao "te viste" crescer... será isso possível? E, a ser possível, será que recear que isso aconteça anula essa possiblidade?

n disse...

yet, it shines.
well, I think I'm numb or asleep precisely when I can see myself growing.
de modo que quando não estou adormecido também não me vejo a estagnar e, menos ainda, a mingar.