
Química. A ilusão de uma comunhão perfeita que grita meia verdade às minhas emoções sedentas de bulício. Tanto tempo e tanta aprendizagem, para nada: parece que as minhas entranhas são surdas e cegas ao caminhar compassado e coerente do tempo. Foi como se, num riscar de fósforo, me tivessem sugado para uma realidade paralela e me tivessem voltado a cuspir de volta. Tudo igual excepto eu ser agora outra que não me reconheço no meio do mundo que parece que não muda. Preenchida pelo vazio palpável desta sensação gelada de desenquadramento, mais oca que um poço que sentiu a água a transbordar e agora fica ali, parado e inerte, a ouvir impotente o eco das pedras a baterem no fundo vazio.
... Eu percebo que as químicas são atracções irracionais e que resistem tão mal ao tempo como estátua de areia em dia de vento. Sim, eu percebo isso. Mas hoje, só por hoje, quero dizer simplesmente que não o sinto.
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1 comentário:
Tal como Madre Teresa durante anos não sentiu Deus, mas ainda assim Lhe rezava todos os dias, e continuava a servi-Lo com toda a sua vida.
E umas vezes vamos Sentir, e outras não.
E umas vezes vamos Saber, e outras não.
A pergunta é: e pela Fé, queres seguir?
Obrigado pela tua enorme partilha...
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