
"Se no decorrer da vida só conhecemos uma pequena parte de nós próprios, para onde vai todo o resto?"
in Contos de Hoffman
E no meio de tanto estudo, às vezes é complicado saber porque raio ando eu para aqui a existir. Já lá dizia o outro que o sentido da existência é uma chávena de chá?... Não digo que haja um sentido global, único, mas sim sentidos que surgem (que construímos) que nos fazem integrar melhor as coisas... o problema é que o único sentido que eu neste momento estou a ver é o que aponta para o meu livro de terapêutica. Será que se eu me esquecer tempo suficiente do que sou posso vir a acordar e não me reconhecer?
Alguém sábio qb ;) disse uma vez que o template de um blog influencia aquilo que se escreve nele: se o template é branco, limpo, como uma folha de papel imaculada, as expectativas que ponho naquilo que escrevo serão maiores, por receio de os textos não serem suficientemente bons para aquele pedaço magnífico de papel. Porém, se tiver à minha frente uma simples folha de rascunho, a minha escrita fluirá livremente, uma vez que no final posso simplesmente amarrotá-la e deitá-la para o lixo se não gostar do que escrevi.
A Sinfonia: só conseguimos cantar uma das vozes de cada vez, mas podemos sempre escutá-la toda se fizermos silêncio. E mais engraçado que isto: qualquer pessoa consegue ouvir uma sinfonia e apreciá-la devidamente. http://br.youtube.com/watch?v=zpYnLjVqmvk
Há tanto ainda por fazer.